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Tolice
Q-03
Informações Gerais
Série O Questão (NDCU)
Temporada
Arco Antes da Vigília
Número do Episódio 3
Sequência
Episódio Anterior Humanidade
Episódio Seguinte Sorte
Créditos
Escrito por Ark F. Scene

Tolice é o terceiro episódio da série O Questão (NDCU).

SinopseEditar

Primeiro de abril, um dia entediante para qualquer vigilante mascarado, os crimes pareciam todos serem trotes, e os que não eram podiam se resumir a um roubo de pão e similares. No entanto, para o Questão, uma reunião com um velho conhecido parecia estar a caminho.

EnredoEditar

Diário do Questão, 1 de abril, 1981

A cidade de Gotham foi construída sobre ossos. Cemitérios foram destruídos sem nem ao menos uma verificação se todos os corpos haviam sido movidos. Agora as pessoas vão até o porão e encontram um pedaço de parede quebrada com uma caveira as observando em meio a terra e poeira. Se alguém nesse lugar dos infernos se importasse ou pesquisasse os ossos seriam de utilidade pública. As pessoas saberiam que nunca houve um cemitério onde agora é a rua x e que naquele lugar costumava se encontrar um antigo armazém da mafia chinesa.

Fui averiguar esqueleto em apartamento após ouvir a respeito. Andava até o Noonan's como sempre quando ouvi mulher falando um inglês quebrado para um policial. Ele não entendia o sotaque. Ele não tentou. Fui até ela, perguntei o que se decorria. Parecia ter medo de mim. Apenas tentei parecer... Amigável. Não sei se funcionou. Ela falou de qualquer forma. Disse ter achado uma caveira enquanto fazia a lavanderia no porão de seu apartamento. Disse-lhe que iria dar uma olhada. Fui embora devagar depois disso.

Esperei anoitecer para vestir o rosto e ir investigar. Prédio do apartamento foi fácil de se adentrar. Uma fechadura arrombada. Duas trancas destruídas com o ombro. Sistema de alarme fácil de se desligar. Planejava ligá-lo antes de sair. Acabei não tendo a oportunidade. Desci até o porão. Lugar estava frio e úmido. Tentei as luzes. Inútil. Não escutei uma máquina de lavar nem uma secadora. Nada além da monotonia do ar parado. Algo não estava certo.

Luz repentina titubeou em forma de lanterna no canto distante do cômodo. Me dirigi à ela antes mesmo de olhar quem estava lá. Pessoa - homem, em bom estado - não reagiu quando segurei-lhe pelo pulso e pescoço. Inclusive, riu. Conhecia a risada. O soltei enquanto ele segurava a lanterna contra seu rosto como uma criança que contava uma história assustadora. E era uma história assustadora. Será que ele sabia? Ele sabia se eu estava sem minha face? Poderia eu ter arriscado? Resposta fácil. Não. Eu nunca posso.

"Ela nunca me disse quem acabou escutando ela. Jamais ia imaginar que podia ser você, Quest. Ótima atriz, não? Será que são todas assim na... Deus, de onde saiu aquela vagabunda? Ah, bem, você deve saber. Por favor, compartilhe com um velho amigo. Eu não me incomodaria em tirar umas férias.

Não respondi. Esperava para ver se era um blefe. Não podia arriscar ser o tolo. Não podia. A expressão dele endureceu. "Primeiro de Abril, Questão."

"Não foi engraçado."

"Ha! Ha! Isso é o que você nunca entendeu, sem-rosto. É engraçado. E eu sou o único rindo."

"Ria com os ossos então."

Derrubei a lanterna de sua mão. Pisei nela. Deixei-o no escuro do porão. O Pacificador poderia ficar rindo sozinho. Faz isso o tempo todo.

PersonagensEditar