FANDOM


14anos ESSE CONTEÚDO É PROIBIDO PARA MENORES DE 14 ANOS
Sacrifício
Q-01
Informações Gerais
Série O Questão (NDCU)
Temporada
Arco Antes da Vigília
Número do Episódio 1
Sequência
Episódio Anterior -
Episódio Seguinte Humanidade
Créditos
Escrito por Ark F. Scene

Sacrifício é o primeiro episódio da série O Questão (NDCU).

SinopseEditar

É Halloween em Gotham, e o Questão sabe o que isso significa. É dia da Vigília Fantasma, e não há ninguém para vigiar o vigilante. Por entre os becos e cantos escuros da cidade, o homem sem rosto passa a entender o real significado de sacrifício.

EnredoEditar

Diário do Questão, 31 de outubro, 1980.

Noite de Halloween. As pessoas trocam dançar com umas as outras por dançar com o Diabo.

Encontrei homem em beco fora de apartamento tentando dar doces a crianças na rua. Crianças se assustaram mais comigo do que com ele. Correram. Peguei o homem antes que fugisse também. Perguntei-lhe o que havia nos doces. Disse-me que apenas açúcar. Quebrei-lhe os dedos. Disse-me que havia heroína nas balas. O fiz comer uma antes de deixá-lo sangrando no beco.

Fiz meu caminho até a casa de Kord. Fazer o que faço todo Halloween. Perguntar-lhe se queria me acompanhar pela noite. Sempre diz não. Nenhuma novidade desta vez. Costumava deter grandes crimes com Kord no Halloween. Degenerados, cafetões, mafiosos. Chamávamos de A Vigília Fantasma. Agora ele senta-se em casa com um balde de doces e a máscara do homem que um dia foi pendurada em seu armário. Sou o único que restou. O único que ainda sabe o que está acontecendo lá fora nesse fim de mundo. Então escalo os prédios, sigo até o Lado Leste. Sei que há um ritual ocultista para acontecer a meia noite. Escutei nos bares do submundo. Vão matar alguém. Uma garota. Treze anos. Não deixarei que a dêem para os cães. O sangue deles manchará suas vestes e o altar. Não é este sacrifício o suficiente?

Diário do Questão, 1 de novembro, 1980.

Cansado demais para escrever noite passada. Quase caí no sono em beco com face e roupas. Tive de me flajelar para permanecer acordado. Escrevo agora, antes de ir para o Noonan's. Encontrei-os em um apartamento abandonado. Não foi difícil. Lugar repleto de velas. Ninguém chegava perto. Polícia sabia que ela estava ali. Não tentaram entrar. Escutei uma menção de situação com reféns. Não é uma refém. Sacrifício. E eles permaneceram lá fora, esperando pelos gritos que anunciariam sua cumplicidade no assassinado da menina. Entrei pelo telhado. Oficiais me viram, senti suas lanternas acertarem minhas costas e os sons de seus esbravejos preencherem meus ouvidos. Mais preocupados comigo do que com a vida da garota.

Centro do prédio, perto da escadaria havia um amontoado deles. Todos vestidos de branco e de faces pintadas. Não pensei duas vezes. Joguei três deles escada a baixo. O quarto coloquei contra a parede. Ordenei que me dissesse onde a garota estava. Sexto andar. Quarto marcado 313. Escutei-os vindo escada acima após verem seus colegas no chão. Apenas alguns andares. Nenhum morto. Uma pena. Fiz meu caminho escada a baixo. Não demorei. Vestes são fáceis de se tropeçar. Lembrei-me do Pacificador. Ele teria caído em gargalhada assistindo aqueles homens tropeçarem em sua religião. Cheguei ao quarto. Velas negras. Seguravam-a sobre uma banheira. Um deles segurava uma foice, usando-a para cortar as roupas da menina. Não perdi tempo. Não pensei sobre ossos dessa vez. Fui direto à foice. Finquei-a no crânio do líder. Agarrei a garota antes que os seguidores reagissem. Eles teriam jogado-a na banheira. Agora jazia o líder, com o sangue afogando seu corpo, agora o próprio sacrifício. Pulei da janela com a garota para o beco, longe da polícia.

Apenas seis andares. Não mata. Dói como o inferno. Acertei o concreto. Senti minhas canelas torcerem, mas não se quebraram. Achei que havia rasgado o rosto, mas amorteci a garota com meu corpo. Parece ter quebrado o braço com o impacto. Estava chorando. Os seguidores forem encurralados pela polícia sem o seu sacrifício. Suas luzes se aproximavam na esquina com o beco. Fui até a saída de incêndio mais próxima, sem fraquejar, deixei a menina para que os polícias a encontrassem.

Escutei-a gritar por mim.

Disse-me que sou um herói.

Sussurrei de volta, "Nunca."

PersonagensEditar

CuriosidadesEditar

  • Este episódio, originalmente, possuía o tema e o enredo do que acabou por se tornar o segundo capítulo da série. O atual primeiro capítulo foi escrito posterior a consideração do autor de fazer mais de um episódio para O Questão, mudando a ideia original de one-shot.