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O Início
LJU-01
Informações Gerais
Série Liga da Justiça: Unidos
Arco A Origem da Justiça
Número do Episódio 1
Sequência
Episódio Seguinte Anistia
Créditos
Escrito por JokerLeo
O Início é o primeiro episódio da série Liga da Justiça: Unidos.

SinopseEditar

Após um confronto com uma estranha criatura em Gotham City, Batman encontra um misterioso artefato alienígena. Para descobrir mais sobre isso, ele vai até Metrópolis pedir ajuda a ninguém menos que o Superman.

EnredoEditar

Em uma noite na cidade de Detroit, jovens atletas participam de uma partida de futebol americano. Eles participam em um pequeno estádio, mas que tem suas arquibancadas lotadas por pessoas apreensivas com o jogo, já que aquela é uma partida decisiva do campeonato de futebol escolar. Naquele momento, com o placar de 3x2, o time da casa ganha, e os torcedores do time manifestam-se em alegria, comemorando pela vitória. Os jogadores do time então abraçam-se e após acenos para o público, eles dirigem-se para fora do campo.

O jovem Victor Stone, um dos jogadores, está no vestiário guardando seu capacete e suas chuteiras em seu armário. Após guarda-los, ele olha também para sua medalha e, com um sorriso amargurado, ele guarda-a junto de seus equipamentos. Após fechar o armário, Victor ouve alguém chamando seu nome. Tratava-se do seu treinador, que por sua vez trazia consigo um homem qual apresenta pelo nome de “Senhor Johns”, um olheiro, que cumprimenta Victor com um aperto de mãos.

“Victor, eu vi o que você fez, você tem um talento incrível. Sem querer desmerecer os outros grandes atletas de seu time, mas, você realmente se destaca. É de gente como você que precisamos na Universidade de Gotham City, gente de destaque, gente de garra. Estaria interessado em entrar para essa Universidade? Seria muito bom recebe-lo!” – Diz o Senhor Johns.

Com um olhar bastante surpreso, Victor agradece, mas pede ao Senhor Johns um tempo para que possa conversar com seu pai sobre o assunto. “Claro! Com certeza o seu pai deve ter muito orgulho de você!” – Afirma o homem, em seguida apertando novamente a mão de Victor e despedindo-se do rapaz. Após a retirada do Senhor Johns, o treinador e Victor sentam-se em um banco do vestiário. “Olha, Victor, eu me sinto orgulhoso de você. De verdade. Embora eu quisesse tê-lo em meu time para a vida toda, essa é uma proposta irrecusável. Eu espero muito que você aceite.” – Afirma o treinador. “Obrigado, treinador.” – Diz Victor expressando um sorriso no canto de sua boca. “Bem, pense bem, e nunca desista dos seus sonhos, apesar de qualquer coisa.” – Aconselha o treinador, que após alguns segundos de silêncio, retira-se dali, deixando para trás Victor pensativo.

O rapaz entra no seu carro e baixa sua cabeça apoiando-a sobre o volante do veículo. Ele olha para o seu celular no banco do passageiro, e percebe que tem uma nova mensagem. Ele desbloqueia a tela do aparelho para verificar, e vê que a mensagem era de seu pai. “Desculpe filho, estava ocupado.” – Dizia ele. Uma lágrima percorre o rosto de Victor naquele momento, que com sua mão trêmula, larga o seu celular no banco do passageiro e engata a chave do carro em sua ignição e dá partida no veículo, deixando aquele espaço.

Cerca de um mês depois, outra noite em Gotham City. A cidade está em seus dias chuvosos, e por essa razão, as pessoas preferem ficar em casa, desertificando a cidade. Além disso, as coisas não têm sido as mesmas em Gotham, as pessoas estão com medo, com mais medo do que o normal.

No alto de uma velha torre, uma mulher está amarrada, presa a uma gárgula num dos prédios mais altos da cidade e gritando por socorro em desespero. A chuva abafa o som de seus gritos, impossibilitando que qualquer um ouça pelos chamados da moça. Nesse momento, ela, muito nervosa, ouve um barulho acima de si, e ao erguer rapidamente sua cabeça, assusta-se ao se deparar com a figura do Batman, que enquanto apoia-se na gárgula com uma mão, põe a outra sobre a boca da moça, impedindo que ela grite assustada. “Silêncio, não estamos sós.” – Diz o homem morcego.

A moça, mesmo tensa, permanece calada enquanto Batman desamarra a corda que lhe prende. Ao terminar, ele segura a mão da jovem mulher e a ajuda a subir numa parte do prédio onde possa se apoiar melhor. Ela olha para baixo e se assusta, perdendo o equilíbrio. Batman segura sua mão e manda que ela não olhe novamente. Ela sorri e agradece.

“Está ouvindo isso?” – Pergunta o Batman. “isso o q...” – Dizia a moça quando é empurrada pelo homem morcego, sendo atirada do prédio enquanto uma grande criatura demoníaca voa atacando em direção ao morcego. Batman desvia-se e corre para pegar a moça antes que ela atinja o chão. Usando sua corda, ele pula em sua direção até que consegue alcança-la e deixa-la no chão em segurança. A mulher, com dificuldade para respirar devido a sua tensão, põe a mão no peito e nada mais diz. Batman olha para o alto e dispara novamente o gancho de sua corda, subindo naquele momento de volta ao topo do prédio.

Ao retornar aquele lugar, nota que a criatura desapareceu. “O que veio fazer aqui?!” – Questiona-se o morcego. Ele encontra uma espécie de abertura, uma parede quebrada no prédio e adentra naquele local. Batman liga sua lanterna para iluminar o seu caminho dentro do prédio, que está totalmente escuro e devastado, com móveis jogados e despedaçados para todo lado e manchas de sangue pelas paredes, indicando que a jovem moça que tivera salvo não teria sido a única vítima da espécie demoníaca que havia lhe abordado. Ele abre uma outra porta, uma espécie de quarto, onde encontra vários ossos humanos. Sem expressar muita reação, ele apenas questiona-se ...“Alimento...Mas o que são essas criaturas?!”; e fecha a porta naquele momento. Ao virar-se para trás, encontra novamente a besta.

O monstro tenta lhe acertar um soco, mas o morcego abaixa-se esquivando do ataque da criatura. O estranho ser, então, avança novamente contra o Batman, que salta pisando seu rosto e prendendo sua corda no pescoço da fera. Enquanto o ser tenta libertar-se do laço que o sufoca, Batman aproveita da desconcentração do monstro para acertar-lhe algumas de suas bombas, que ao explodirem, jogam a criatura para fora do prédio destruindo então os vitrais das janelas.

Batman aproxima-se do rombo que restou da explosão e vê mais abaixo o corpo caído da fera, enfim derrotada, murmurando a palavra “Darkseid”. Batman vira-se novamente para dentro do prédio, prosseguindo com sua investigação no local até que ouve o que parece ser o som de sinos vindos de dentro de um armário. Ao aproximar-se, ele encosta sua cabeça em frente ao móvel, até que decide abri-lo. Ao fazer, ele depara-se com apenas alguns pratos quebrados, nada demais, e o som continua. Ele então decide arrancar o móvel da parede, derrubando-o no chão, e deparando-se com uma pequena caixa presa à parede do lugar. “Alfred, prepare o jato, tenho uma visita a fazer.” – Diz o homem-morcego usando seu comunicador.

Algum tempo depois, Clark Kent caminha pelas ruas de Metrópolis, após um longo dia de trabalho. A cidade, diferentemente de Gotham City, como sempre, esbanja suas luzes e o movimento das pessoas que estão sempre a circular. Em determinado momento, vira-se para trás no pressentimento de que alguém o segue. Não vendo nada demais, apenas pessoas comuns andando por ali, o jornalista apenas segue seu trajeto.

Ao entrar em um beco escuro já perto de seu apartamento, Clark vira-se novamente para trás ao ouvir pequenos passos, passos que um ser humano normal não ouviria, o que indica que alguém está tentando se disfarçar. Como antes, Clark não vê ninguém lhe seguindo, e tenta novamente cursar o seu caminho até que ouve um barulho vindo de uma grande lata de lixo. Ele rapidamente avança em direção à lata deixando para trás suas vestes de Clark Kent, mas acaba surpreendido quando levanta a lata e não encontra nada. Dessa vez, Superman ouve algo se aproximando por trás dele, e ao virar-se novamente, depara-se com ninguém menos que o Batman. Superman, surpreso com a presença do homem-morcego, rapidamente o ergue com uma só mão, segurando-o pelo pescoço e questionando o que veio fazer ali.

“Recomendo que não tente descobrir quem está atrás da máscara com sua visão alienígena, eu vim preparado para isso.” – Comenta o morcego. “Ouvi falar de você.” – Diz o Superman, ainda segurando o Batman com uma única mão enquanto seu outro pulso se fecha como que estivesse prestes a socar o morcego. “Não o suficiente. Também não gosto de você, mas preciso de algo.” – Conta o Batman. “Por que devo confiar em você?” – Questiona o Superman. “Pergunta pra Lois Lane.” – Responde o Batman deixando Superman surpreso, ao mesmo tempo que nervoso. “O que diabos você f...“ – Perguntava o kryptoniano prestes a socar o rosto do homem-morcego, quando este tira do cinto uma bomba de fumaça e joga no herói de Metrópolis, fazendo-o soltar não por falta de força, mas por distração. Batman tenta se afastar correndo, mas Superman o alcança novamente e volta a segura-lo pelo morcego em seu peito.

Superman olha friamente nos olhos do morcego. "Eu não tenho medo de você, não sou um dos malucos de Gotham que você costuma perseguir." - Diz ele. Batman nada fala, até que o Superman o joga contra uma parede. Batman levanta-se enfraquecido, e Superman aproxima-se novamente do morcego flutuando.

Ele está prestes a avançar contra o Batman novamente, mas o morcego põe sua mão na frente ordenando que Superman pare. “Eu não fiz nada contra ela nem contra ninguém relacionado a você, apenas ouça.” – Pede o Batman. Naquele momento, Superman baixa a mão que pretendia usar para acertar a face do morcego e se acalma. “Tem minha atenção.” – diz ele.

Em cima de um prédio ali próximo, os dois conversam. “Há meses o número de desaparecidos de Gotham vem crescendo exponencialmente. Algumas pessoas afirmam terem visto figuras demoníacas sobrevoando os céus de Gotham, eles chamam de “Parademônios”.” – Conta o morcego ao Superman, retirando de suas costas uma mochila de onde tira a caixa que tivera encontrado um tempo atrás.

“Essa noite eu consegui seguir uma dessas criaturas até o seu covil e acabei encontrando essa coisa no lugar.” – Acrescenta o homem-morcego. “Uma caixa? Mas o que que eu tenho a ver com isso?” – Pergunta o Superman.

“Não é uma caixa, é uma caixa alienígena. Se isso não for um resquício da invasão de sua espécie, é sinal de que há outros alienígenas na Terra. Eu só queria comprovar.” – Explica o Batman. “Olha, eu posso ter vindo de outro mundo, mas foi aqui que eu me criei. Tudo que eu sei é o que você sabe, mas isso não quer dizer que eu não possa te ajudar. Afinal, se isso representar realmente a presença de uma outra espécie alienígena, isso também me diz respeito.” – Diz o Superman.

“Então...Por onde nós devemos começar?” – Questiona o Superman. “Nós? Não existe nós devemos aqui, esse é meu trabalho. Já consegui o que queria quanto a você.” – Afirma o Batman. “Continuo não gostando dos seus métodos, mas se isso representa uma ameaça maior que você, não pode trabalhar só. Eu também vivo nesse mundo.” – Diz o Superman propondo um possível e temporário acordo com o Batman, que responde com um inexpressivo “temporariamente”. “Então voltando, você sabe por onde devemos começar?” – Pergunta o Superman. Batman encara Superman por alguns segundos, e mesmo com sua máscara, fica nítida a expressão facial do morcego. “Vamos começar buscando informações ao nosso alcance. Eu farei contato se precisar de você.” – Diz o Batman virando as costas para o kryptonianos e segurando a caixa que tivera trazido. “Mas espera...Como você vai me achar?” – Questiona o kryptoniano. “Eu vou lhe achar.” – Responde o Batman sem mesmo virar-se para trás, pulando de cima do prédio deixando para trás o Superman. “Eu acho que vou ter que me acostumar” – Comenta Superman, levantando voo e partindo dali.

PersonagensEditar

CuriosidadesEditar

  • Inicialmente, o título do espisódio seria Preto & Azul, mas foi alterado para O Início como sugestão de HanssenF.