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Humanidade
Q-02
Informações Gerais
Série O Questão (NDCU)
Temporada
Arco Antes da Vigília
Número do Episódio 2
Sequência
Episódio Anterior Sacrifício
Episódio Seguinte Tolice
Créditos
Escrito por Ark F. Scene

Humanidade é o segundo episódio da série O Questão (NDCU).

SinopseEditar

Mais uma semana como qualquer outra para o homem sem rosto. Sempre alerta. Sempre vigilante. A cidade não dorme, nem o cheiro de sangue e promiscuidade que dela emana. A humanidade é podre, e é isso que o detetive conclui cada vez mais.

EnredoEditar

Diário do Questão, 8 de dezembro, 1980

Levantei-me tarde hoje. Dormi com a face. Odeio quando acontece. Não é seguro. De pé até o amanhecer noite passada. Segui membros de gangue até as docas para acompanhar uma passagem de drogas. Costumavam ser bem melhores. Mais rápidos. Não estou reclamando. Tirei novamente a face e coloquei a máscara. Ninguém me reconhece sem o rosto. Tratado como um ninguém. Uma questão sem resposta.

Dirigi-me até o jornaleiro na esquina. Homem me deu o jornal com lágrimas nos olhos. Perguntou-me se o mundo acabaria hoje. Disse-lhe que logo. Respondeu-me que hoje. Perguntei o porquê.

"Hoje é o dia em que o grande sonhador desse mundo morreu. Nós iremos embora antes de percebermos."

Não entendi. Não me importei. Sentei-me no banco com o jornal. Li sobre mulher dando a luz a gêmeos siameses. Tivera de escolher qual iria viver, qual morrer. Não fez a escolha a tempo. Me lembra muito o nosso país.

Diário do Questão, 9 de dezembro, 1980

Entendi o que o jornaleiro estava querendo dizer. John Lennon. Perfurado quatro vezes por fã. No mesmo dia assassino havia pedido autógrafo. Sem motivo. Sem álibi. Quatro tiros. Ele terá cada um deles retribuído.

Diário do Questão, 10 de dezembro, 1980

Atirador encontrado. Mark David Chapman. Sentado na cadeia, esperando julgamento. Entrei noite passada. Era mantido em isolamento. Quebrei sua perna antes dos guardas voltarem de falso alarme. Entrei no duto de ar antes que abrissem cela. Chapman não olhou pra cima. Disse que quebrara a própria perna.

Garanti que visse meu rosto antes de partir. Narcisistas não poderiam levar meu crédito.

Todos nas ruas me pareciam como mortos andantes. Mas me percebiam mais. Percebiam a placa. Alguns até diziam coisas pra mim. Diziam-me que estava certo. "O fim está próximo".

Estão de luto por um homem que não conheciam. Por uma injustiça que não tentaram corrigir. Um homem morreu. Muito mais que um é morto nessas ruas todas as noites, mas apenas este é lembrado. Engraçado. Também me encontro de luto, luto pela humanidade que foi perdida. Esta cidade não conhece o significado de humanidade. Em uma semana estarão de volta às drogas e as meretrizes.

PersonagensEditar

CuriosidadesEditar

  • Este episódio, originalmente, era o primeiro capítulo da série, mas foi posteriormente lançado no mesmo dia que o primeiro como complementar a este, pois o autor acreditara que o primeiro soaria melhor como uma introdução ao personagem do Questão.