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UDCF007
Aquaman: Nas Profundezas do Oceano
AquamanNPO
Informações Gerais
Franquia Universo DC Fanfiction
Sequência
Capítulo Anterior Flash: Ponto de Partida
Capítulo Seguinte Lanterna Verde: Luz
Créditos
Escrito por JokerLeo

Aquaman: Nas Profundezas do Oceano é um one-shot pertencente à franquia Universo DC Fanfiction focado no Aquaman.

SinopseEditar

Em momentos de crise, a Rainha Atlanna, líder da civilização submarina de Atlântida, refugiou-se na Bahia da Anistia, onde conheceu o faroleiro Thomas Curry. Mais tarde, Atlanna teve um filho que acabou tendo que abandonar. O menino, nomeado como Arthur, foi criado pelo pai na Bahia, e desde pequeno, descobriu ter habilidades sobre-humanas, o que tornou sua vida rodeada de mistérios acerca de sua mãe ausente.

EnredoEditar

Na cidade subaquática de Poseidones, localizada nas profundezas do Oceano Atântico, uma grande cidade com grandes torres e monumentos esculpidos de corais e diversificados minérios alguns desconhecidos pela humanidade, a rainha Atlanna encontra-se sentada sobre seu trono no palácio real de Atlântida.

“Rainha Atlanna, ele está vindo atrás da senhora!” – Dizia uma jovem moça de cabelos avermelhados, ajoelhada aos pés de sua poderosa rainha em tom de desespero no salão principal do palácio. Atlanna, de pé ao lado de seu belo trono enfeitado por grandes jóias de ouro e diamantes, não demonstra muita expressão, no entanto. “Mera, vá atrás de Orin, traga meu filho de volta antes que seja tarde.” – Ordena. “Não posso deixa-la sozinha, minha rainha! Temos que sair daqui!.” – Diz a moça. “Mera, não ouse me questionar. Não vá por mim, vá por Atlântida. Já! – Ordena novamente. Mera levanta-se e segue em direção ao grande portão dourado do palácio. “Minha senhora, você será honrada.” – Afirma Mera a Atlanna, deixando então o local.

A rainha baixa sua cabeça e senta-se em seu trono juntando suas mãos em pose de oração. Alguns segundos depois, ouve aproximar-se uma multidão de soldados. Nesse instante o portão se abre e por ele entra seu filho mais velho, Orm, utilizando o elmo de Mestre do Oceano e empunhando o amaldiçoado Tridente de Neron, acompanhado de um grupo de soldados rebeldes. “Rainha Atlanna! Minha mãe...Ajoelhe-se perante seu novo rei!” – Ordena Orm.

Nas proximidades há um pequeno vilarejo chamado Baía da Anistia. Na costa há um farol abandonado, em frente ao mar iluminado por uma noite estrelada. As ruas do vilarejo estão calmas, as luzes estão apagadas e as ruas desertificadas. São exatamente 1:35 da madrugada. Apenas caminha pelas silentes ruas um homem cambaleando, tem seus loiros cabelos bagunçados e sua barba por fazer, veste roupas desgastadas e tem seus olhos azuis quase fechando-se. Está embriagado e prestes a ruir sobre o chão. Ainda assim, segue andando pelo meio das ruas do vilarejo, até que em um certo momento, vê o mundo ao seu redor girar. Estonteado, o homem acaba caindo no chão e ali mesmo acaba apagando.

Aquele era Arthur Curry. Há 25 anos, a Rainha Atlanna, ainda jovem e naquela época deprimida pela recente perda de seu esposo e rei Atlan saía constantemente de Atlântida para fugir das pressões às quais era submetida. Ora, era ela uma jovem moça viúva, líder de uma nação submarina e mãe de um recém-nascido descendente do rei Atlan, o qual tivera batizado pelo nome de Orm. Certa noite, ela acabou adormecendo na costa da Baía da Anistia, próximo ao farol, e foi encontrada pelo jovem faroleiro Tom Curry, que percebendo o quão enfraquecida estava aquela mulher, decidiu leva-la para sua velha casa no farol e cuidar dela. Nunca havia então visto uma mulher tão bela como aquela.

Ele levou-a para o farol, e durante sete meses ele cuidou dela, alimentando-a e confortando-a até que ela criasse coragem de retornar ao seu trono. Assim ocorreu. Todos os dias eles observavam as estrelas na costa da Baía. Uma certa noite, os dois deitam-se na praia. “veja como são bonitas.” – Dizia a rainha atlante ao faroleiro. “Sim, são. O que vocês veem em Atlântida? Quer dizer... Eu sei que não deve ser só água e peixes.” – Pergunta Thomas. “Nós temos muitos tipos de vida marinha, alguns corais, minérios...Mas só aqui eu vejo coisas tão maravilhosas.” – Responde. “Sim, as estrelas são realmente lindas.” – Diz Thomas com uma voz baixa e pausada. “Mas eu não estou falando delas.” – Afirma Atlanna, virando-se para Thomas com um sorriso no canto de sua boca.

Os dois levantam-se nesse momento e andam em direção ao farol. Atlanna então revela que está pensando em retornar ao seu reino, precisa saber o que será de Atlântida de agora em diante. Thomas, que seguia ao lado da mulher então para no meio do caminho. “Vai me deixar?” – Pergunta. “Tom, eu nunca esquecerei do que você fez por mim. De verdade. Mas eu passei meses com você.” – Diz ela. “Tem algo que eu possa fazer por você? Para agradecer?” – Pergunta. Thomas, com olhar entristecido pela partida da mulher qual já amava responde: “Apenas fique mais uma noite”. A rainha sorri e os dois seguem de mãos dadas em direção ao farol.

No dia seguinte, Thomas Curry acorda com a luz do Sol batendo em seus olhos sonolentos. Estonteado, ele olha para o seu lado e percebe que Atlanna lhe deixou. Ele rapidamente tira seu lençol e o joga no chão, levantando-se da cama e correndo em direção à costa, onde não a encontra mais. Thomas está sozinho, novamente.

Um ano depois, numa noite fria, o faroleiro está deitado em sua cama dormindo. Mesmo coberto por um edredom, ele sente uma fria ventania lhe tocar e acaba acordando-se. Ele vai até a janela para fechá-la. Nesse instante ouve uma doce voz chamar por seu nome, a voz de Atlanna. Ele vira-se para trás e depara-se com a mulher que tem em seus braços nada menos que uma pequena criança envolta em mantos azuis.

“Atlanna...O que...O que você está fazendo aqui?” – Perguntava Thomas. “Tom, esse...Esse é nosso filho.” – Diz ela descobrindo o bebê de seu manto, mostrando-o ao seu pai. Thomas engole o seco e o pega nos braços. O pequeno põe a mão no rosto do pai, que não consegue esconder o quão surpreso está. “Atlanna, eu...Você não pode imaginar o quanto eu estou feliz!” – Diz Thomas. “Desde o momento em que te vi, eu sabia que você seria a mulher da minha vida, que era com você que eu ia formar uma família!” – Completa o homem com um modesto sorriso no rosto.

Atlanna, por sua vez, não parece tão feliz. “Tom, nós não somos uma família. Quero que cuide dele para mim.” – Pede a rainha. Nesse instante, o sorriso no rosto do homem se desfaz. “Não vai ficar?” – Pergunta ele. “Não, Tom. Eu não posso. Atlântida anda complicada, não posso sumir de novo, e sinceramente não sei se devo criar nosso filho lá, eu quero que ele aprenda a ser um homem para que possa, um dia, ser um rei atlante. Você pode fazer isso? Por mim?” – Pede ela beijando os lábios do faroleiro. “Adeus.” – Diz ela a retirar-se, enquanto ele permanece em silêncio.

Atlanna sai do lugar, e Thomas, sem dizer uma palavra, apenas olha no rosto do bebê. Alguns segundos depois Thomas segue em direção à janela mas percebe que ela já entrou para dentro d’água novamente. O bebê começa a chorar, e Thomas o balança em seus braços. “Está tudo bem, filho. O papai está aqui...Arthur.” – Diz olhando em direção ao mar.

Os anos passaram-se e Arthur cresceu sendo cuidado com todo amor e carinho que seu pai pudera lhe ter oferecido. Certo dia, Arthur, aos seus 10 anos, estava com seu pai na torre do farol. Thomas, com suas mãos cheias de graxa, segurava suas ferramentas enquanto consertava o farol. “Pai, por que você não compra um barco?” – Pergunta Arthur. “Há muitos barcos por aí, alguém precisa estar aqui para quando chegarem” – Explica. “E por que o senhor?” – Questiona o menino. “Bem, filho... Este farol é mais antigo do que esta vila, ele já foi vigiado por meu avô, depois por meu pai, agora por mim... Acho que esse foi o legado que meu pai me deixou.” – Completa. Arthur, entediado, perde permissão de seu pai para ir nadar.

“Pode ir, filho, mas não fale com peixes estranhos.” - Diz Tom sorrindo.”Eu não falo com peixes, pai. Peixes não falam.” – Afirma Arthur. “Esteja em casa em 20 minutos, vamos sair pra almoçar.” – Ordena o pai, e Arthur não dá resposta. Ao olhar pela janela, Tom vê Arthur lá embaixo já correndo em direção ao mar.

O garoto corre até a costa, onde tira rapidamente sua camisa e a joga sobre as rochas da costa, mergulhando então dentro d’água. Desde pequeno, Arthur descobriu ter a capacidade de respirar debaixo d’água e comunicar-se telepaticamente com a vida marinha, mas nunca entendeu o porquê disso. Seu pai apenas disse que este foi um dom que herdou de sua mãe, mas que ninguém poderia saber. Assim, o segredo manteve-se oculto durante todos esses anos.

Lá no fundo, Arthur nada despretensiosamente observando os pequenos peixes que o acompanham. Ele então ouve uma misteriosa voz chamando pelo nome de “Orin”. Assustado, ele só vê peixes ao seu redor, o que o faz questionar: “Peixes realmente falam?”. Ele ouve novamente o estranho nome ser chamado por uma doce voz feminina vindo de lá do fundo. Ele não sabe se deve mesmo ir até lá, e durante alguns segundos fica receoso, mas acaba cedendo à tentação por curiosidade.

Ele acaba indo de encontro a uma desconhecida mulher de cabelos longos e loiros, não espera que aquela seja Atlanna, sua mãe. “Você...você é como eu...?” – Questiona o menino à mulher. “Sim! Sim, eu sou!” – responde a mulher aproximando-se do menino e abraçando-o. “Filho, eu senti tanto a sua falta!” – Diz Atlanna. Naquele instante, Arthur entra em choque. “Desculpe, mas... De que me chamou?” – Questiona afastando-se do abraço da mulher. “Filho...Orin, você é meu filho!” – Responde. “Não! Meu nome é Arthur!” – Indaga o garoto confuso. “Então este foi o nome que seu pai lhe deu na superfície...” – Comenta. “Você é mesmo minha mãe?” – Pergunta o garoto, e a mulher confirma. “Or...Arthur, seu pai nunca lhe contou sobre mim?” – Pergunta a atlante. “Contou, mas...” – Diz ele. “Mas?” – Pergunta ela. “Ele nunca me disse que você era...” – Continua. “Uma atlante?” – Questiona a mulher com um pequeno sorriso. “Atlante?” – Questiona o menino.

“Arthur?!” – Ouve seu pai chamar na costa. “Vá, Arthur, seu pai está lhe chamando!” – Ordena Atlanna. “Mas...Você não vem?” – Pergunta o menino. “Não...Eu não posso.” – Responde ela com um olhar entristecido. A mulher beija a cabeça do menino e afasta-se. Antes de partir, ele olha para a mãe com um olhar desconsolado e nada rumo à superfície.

Ao chegar na costa, ele encontra seu pai a sua espera. “Eu disse 20 minutos, Arthur.” – Reclama Thomas. “Pai, eu conheci a mamãe.” – Afirma ele, para surpresa de seu pai.

“O que ela disse?” – Pergunta Thomas ao seu filho, ambos agora sentados à mesa dentro de casa. “Não muito, ela me chamou por um nome estranho, Orin. Disse que não podia vir pra cá.” – Responde o filho. O pai permanece em silêncio mas fica nítido em seu rosto o sentimento de nervosismo.

“Pai, o que é um atlante?” – Pergunta o menino. “Então ela lhe contou...” – Diz Thomas puxando a sua cadeira para mais perto do filho. “Arthur, eu não queria ter que te contar, eu esperava que ela um dia lhe contasse, mas...Você não é humano. Quero dizer, não exatamente. Atlantes são uma espécie de pessoas que, assim como você e sua mãe, têm habilidades especiais como conversar com peixes e respirar debaixo d’água.” – Explica Thomas. “Eu não converso com peixes...” – Interrompe o garoto. “É...Tá. Você entendeu.” – Diz o pai.

“E por que eu nunca tinha visto outros como eu antes? Quer dizer, existem outros atlantes, não existem?” – Pergunta o garoto. O pai, meio relutante, confirma. “Sim, há vários como você. Sua mãe me contou que existe uma espécie de civilização inteira de atlantes chamada Atlântida. É lá que os atlantes vivem.” – Conclui o pai.

“Que demais!” – exclama o garoto com entusiasmo. “Sim, filho é demais.” – Comenta o pai um tanto desanimado. “Agora vai se preparar que nós vamos sair.” – Ordena o pai, e o menino, alegre, rapidamente deixa sua cadeira e corre em direção ao seu quarto, deixando o pai com um olhar amargurado.

Os anos se passaram. Durante certo tempo, Arthur viajou pelas terras do povo Inupiat no Noroeste do Alaska, e por lá ele viveu trabalhando no comércio de frutos do mar por 3 anos, mas acabou, certo dia, recebendo a notícia de que seu pai tivera falecido, o que o levou a retornar à Baía da Anistia.

Agora ele tem 24 anos e tornou-se um grande homem, mas que em desespero, chorou por dias e noites a falta de seu velho pai. Afinal, nos seus piores momentos o pai sempre foi a única pessoa com quem pôde contar. Alguns dias depois, bate na porta de Arthur um homem. Conhecido apenas como Capitão Norris, era um barqueiro amigo de seu pai.

“Ele me mandou entregar isso quando você voltasse.” – Dizia Norris, entregando a Arthur um envelope fechado. “Obrigado...” – Agradece Arthur, convidando em seguida o capitão para entrar, mas este recusa-se, dizendo que tem muitas coisas a fazer. Arthur agradece novamente e em seguida fecha a porta, abrindo então o envelope que lhe fora entregue.

Era uma carta escrita antes da morte do pai, tinha a letra dele. “Filho, se recebeu isso é porque eu não resisti. Você foi pra mim a melhor coisa da minha vida. Quando sua mãe veio até mim para que eu cuidasse de você, eu temi que acabasse não dando conta. Perdi meus pais muito cedo e acabei levando uma vida solitária, não sabia qual era a sensação de, de repente, ter alguém com quem viver. Lembro-me de quando levei você para ver um aquário e você parecia estar se comunicando com aqueles peixes. Ou quando você acabou caindo num rio mas, mesmo sem saber nadar, não se afogou. Mas não foi dali que eu percebi que você era especial, eu sempre soube. Sei que não pude preencher o vazio deixado por uma mãe ausente mas saiba que eu fiz o que pude. Te amo, filho.” – Dizia a carta. Arthur, com os olhos cheios de lágrima, dobra o papel e o põe de volta no envelope. “Te amo, pai.” – Murmura com uma voz trêmula.

Sem conseguir emprego na cidade, acabou vivendo ali mesmo no farol e dando continuidade ao trabalho do pai como faroleiro, mas aos poucos acabou caindo no alcoolismo e deixando de lado o trabalho.

Nesse momento, Arthur encontra-se caído no asfalto das ruas da vila enquanto o Sol nasce ao horizonte do mar. Ele, ofegante após uma noite de bebedeira, abrindo lentamente os olhos nada mais vê senão a resta de uma bela mulher de cabelos avermelhados. Mera. “Orin, eu vim buscá-lo”.

PersonagensEditar

CuriosidadesEditar

  • Inicialmente seria uma série com o mesmo nome. Mais tarde a série foi cancelada e, posteriormente, quando foi vista a nescessidade de se haverem one-shots para introduzir o Aquaman antes de Liga da Justiça: Unidos, foi transformado em one-shot.
  • O nome do capitão Norris que aparece para entregar a carta a Arthur foi uma referência ao criador do personagem, Paul Norris.
  • No decorrer do episódio, algumas passagens brincam com as muitas piadas a respeito do Aquaman que dizem que a habilidade do mesmo é conversar com peixes.